Por “n” motivos

29 Setembro, 2008

Por ”n” motivos, Adriene não havia ido a festa de halloween daquela noite, e foram por estes mesmos “n” motivos que acabou perdendo a maior festa de todos os tempos, mas ganhou algo muitíssimo melhor,deixe-me explicar mais detalhadamente.   

      Tudo começou quando Adriene ficou sabendo da tal festa, mais ou menos uma semana atrás, foi convidada por uma menina da sua escola, a qual, ela quase nunca via, o convite era assim:

 

 

Halloween

Dia 30 de outubro de 2008 haverá a festa de halloween mais bombada

Que o mundo já viu, e você está convidado (a)!!!!!

Terão djs tocando direto até as 3 da manhã! E muitas comidas                                   horripilantes

TOTALMENTE de graça, isso mesmo, sorteios de brindes e muita zoeira!

PS: fantasia obrigatória!

Casa de festas Homo, Rua Jujamara, 25

 

        Assim que terminou de ler aquele convite correu para casa e começou a pensar em tanta coisa, que nem ela sabia com o que se preocupar primeiro, pensou na roupa, no sapato, na maquiagem, no penteado e até na bolsa, por fim resolveu se acalmar e foi marcar logo no calendário a data da esperada festa. No dia seguinte que era uma sexta feira, ela fez o de costume, acordou, tomou banho, se arrumou, tomou café e saiu para o colégio, e como de costume também chegou atrasada (era de ensino médio), na maioria das vezes ninguém ligava, não foi diferente desta vez.

       Depois da aula foi caminhando até a loja de fantasias, comprar alguma coisa que servisse e fosse relativamente barato, tinham de tudo, as infantis demais para ela que eram: fada, branca de neve, Cinderela e outras . Tinham também as estranhas, como: patinho, golfinho, cavaleiro, pedra e etc. e por fim tinham as escalafobéticas que eram: Noiva e noivo. A única coisa que prestava era uma roupa completa de bruxa, mas não uma bruxa feia, era a fantasia de bruxa mais linda que ela havia visto em toda a sua vida! Por um maravilhoso acaso, a roupa lhe caiu como uma luva, e custou apenas 25,00 reais, parecia mesmo, era que o vendedor queria se livrar daquela peça, pois empurrou-lhe com uma vontade avassaladora. Não ligando para isso nem para nada, Adriene foi alegre para casa naquela tarde.     

      Assim que pôs os pés em casa caiu o maior temporal que ela já viu em toda a sua vida, “parece até que vai levar tudo embora com ele”, pensou ela com um tom sarcástico. Quando foi dormir sonhou estranhamente com o seu passado.    

       Vou até aproveitar e falar um pouco dele: Adriene tem apenas 18 anos (fez agora em agosto) e mora sozinha, pois quando criança, foi deixada em uma porta desconhecida por sua mãe, junto do pacote que ela foi abandonada tinha uma carta para ela entender mais tarde porque havia sido abandonada, a qual, guarda consigo até hoje. Diz a carta que sua mãe tinha problemas a resolver, mas que quando fosse a hora certa, Adriene saberia de toda a verdade.

          Sendo o próximo dia um sábado, Adriene dormiu até muito tarde, quando se deu conta de que horas eram pulou da cama e foi assistir ao seu programa de tv favorito, que era Sabrina a feiticeira . Como ainda faltava decidir o sapato, a maquiagem, o penteado e a bolsa que ela iria usar, começou pelo sapato, essa parte até que foi bem fácil,ela só precisou ir na loja mais comum por lá que era a Cássia, ela escolheu um sapato preto e de salto, para ficar bem “bruxesca”, foi tão fácil que ela decidiu comprar também a bolsa, foi até uma loja chamada Bolsa Funda, tinha bolsa para tudo o quanto é gosto, depois de uns 15 minutos olhando e fuxicando tudo, ela encontrou uma que combinasse com o visual, ela uma bolsinha de couro preto, de mão e bem pequena por sinal. Feliz com suas escolhas e suas aquisições, foi para casa viver mais uma noite normal .

 

         No dia seguinte, como mais um dos domingos normais, ela fez o de costume passou o dia inteiro passeando e se divertindo, e chegou em casa, por volta das 20:00 para viver mais uma de

suas noites perfeitamente normais no aconchego do seu lar.

        Na segunda feira que se seguiu , para desgosto de Adriene e de muitos outros, era dia de aula, 4 cansativas horas dentro daquela sala chatíssima, mas como muitos outros ela achava força de vontade para ir a aula de algum lugar muito remoto de seu corpo, e também porque era seu ultimo ano no ensino médio, ela não queria se render a esta altura do campeonato. Posso dizer que dois dias se passaram absolutamente normais, até chegar ao ponto que eu quero detalhar um pouco mais. Na Quarta feira, após voltar da aula, foi pintar suas unhas (de preto) para  fechar seu visual

de bruxa, decidiu que deixaria o cabelo solto e faria maquiagem um tantinho pesada, o resto do dia

se passou normalmente e a noite foi mais uma daquelas, calmas no aconchego do lar.

          Na quinta, faltando apenas um dia para a grande festa, Adriene estava mais do que animada, estava eufórica, até pintou o cabelo depois da aula, nas pontas vermelho e em cima de preto bem escuro, só faltava uma coisa, a vassoura, fez questão de comprar uma daquela de palha em vez de piaçava, é claro que com a ajuda de um chapéu e um coque ( é claro que ela não sairia na rua toda estrobofética daquele jeito.) ,  quando acabou de preparar tudo para o dia seguinte, viveu a sua ultima noite perfeitamente normal em casa.

        Na sexta feira Adriene foi para a aula, e com o auxilio de uma peruca, fez tudo o que fazia quase todos os dias da semana, estudou. Mais tarde ao sair da escola, se arrumou toda, tomou banho, pos o vestido, o sapato e arrumou a bolsa, aí então, fez o penteado, se maquiou, pegou sua bolsa e foi rumo até a tal festa.      

        Já era bonita normalmente, mas ficou deslumbrantemente linda! Como já estava no final da tarde, mas não muito escuro, ela foi andando, e deu de cara com o que ela chamaria a primeira vista de meninas fantasiadas de bruxas no halloween, que foram se aproximando dela, aparentemente para falar com ela, depois de mais ou menos meio minuto, as meninas(e mulheres) vestidas de bruxa chegaram em Adriene, uma delas chegou nela falando assim:

-Oi, bela roupa, e pulando para o que interessa, queremos te esclarecer algumas coisas.

Meio confusa e totalmente desorientada, Adriene pára pra ouvir aquelas figuras estranhas e insólitas que lhe falavam.

-Bem, para começar, gostaria de saber se ainda guarda certa carta, uma carta muito especial, que você tem desde bêbe.

Um pouco hesitante e assustada Adriene confirma o fato de que tem uma carta assim e explica a sua estória, que foi deixada em uma porta com a carta e tal e coisa. Inesperadamente os olhos da mulher se enchem d’agua e ela diz algumas palavras balbuciando:

- não acredito, nunca falei com você, é um sonho para mim, você deve estar bastante confusa não é mesmo?

Adriene acena com a cabeça como que dizendo que sim, e sim, ela estava realmente confusa, e esperando que valesse a pena, pois estava se atrasando para a festa, mas estava com uma estranha sensação que aquilo daria em algo bom.

   Após toda uma história ser contada, Adriene descobre que sua mãe estava diante dela, e que era realmente uma bruxa, e uma bruxa muito linda, Adriene custou a acreditar, mas por algum motivo pelo qual ela não sabia explicar, ela se emocionou também, e viu que era verdade, mas ainda havia uma dúvida, e ela quis tirar:

- Mas como você tem poderes e eu não tenho nenhum?

- É simples de explicar, você nunca pensou que os tivesse, e mesmo que pensasse, não acreditaria, daí vem a sua ausência de poder, da ausência do conhecimento deles!

E lá estavam, elas duas subindo de vassoura pelo céu, com mais tantas outras, e lá estava Adriene, vivendo a sua primeira noite não-normal e fora de casa.

       Prefiro não me identificar, só digo que sou amiga, não liguem, escrevi tudo isso em menos de dez minutos, sou bem rápida na escrita, mas tenho que finalizar agora, pois hoje é dia de halloween, e as bruxas estão á solta!

 

arquiteto ”poeta”:
-Ó nobre viga, tão áspera, porém tão formosa, está aqui solitária, atormentada pelo tempo e sob ataque da injuriosa ferrugem…

cientista ” conto da carochinha”:
-Era uma vez um espermatozóide que encontrou-se com uma linda óvulinha, namoraram, casaram e fizeram um lindo bebê.

logista “capitalista” :
-Certa vez o dinheirinho encontrou-se com o caixa da loja, e o vendedor foi feliz enquanto o casal durou.

médico ”hamletiano”:
- Corto, ou não corto, eis a questão. E após decidir cortar?  Corto 3 centímetros ou 3 e meio?
Será melhor sofrer a ponta da agulha da anestesia ou a dor da cirurgia? E depois? Fecho com nylon ou com linha de algodão?

Era uma vez na Noruega

15 Julho, 2008

 

Nos dias de hoje é muito comum que se encontre por aí caçadores de tesouros, mas nenhum é tão especial quanto a dupla de Gutto e Zahara.

 Zahara é indiana, têm 19 anos e seu irmão, Gutto que tem 24 anos, eles são muito ricos pois sempre em suas vidas eles caçaram tesouros. Eles sempre foram muito apegados e resolveram formar a sua parceria quando Guto tinha 20 e Zahara tinha 15 anos.

 Certa vez ficaram sabendo que seu estimado tio Oscar Clauver havia falecido em seu enorme castelo, e deixado uma herança a eles, mas como ele sabia que os sobrinhos eram exploradores  de primeira linha, ele relolveu esconder o seu grande tesouro para dar-lhes um pequeno desafio.

 A viajem era longa pois o castelo era na Noruega. Além disso eles só haviam estado lá uma vez. Depois de longos 3 dias no ônibus que sacudia sem parar, chegaram em uma floresta e de acordo com o mapa, ainda teriam que atravessar um pântano para só depois encontrar  a estrada de 25km que daria no grande castelo.

 Com ajuda de grandes botas, uma looonga carona e muita paciência, conseguiram enfim chegar ao grande castelo, que tinha grandes pedras, torres, janelas veneza, lustres e grandes vitrais. Logo na grande porta de madeira, havia um bilhete com caligrafia um tanto deitada, que aparentava ser do tio Oscar. Tinha as instruções para decifrar e chegar ao tesouro.

 

- Olha só isso Gutto!

- um bilhete do tio, diz que primeiro de tudo devemos encontrar o relento, deve ser a cama!

 

Chegando ao quarto, em cima da cama, havia outro bilhete que dizia assim:

“Ao chegar no santuário vocês

Verão o vermelho do sangue

Que os guiará ao seu destino.”

 

Foram correndo á sala de orações do tio e lá encontraram um belo e grande rubi, adaptado como uma bússola, o lado que tinha um brilho era o lado do destino mas ficaram muito surpresos de chegar na privada, lá tinha outro bilhete assim:

 

“Sigam o túnel subterrâneo

E voi-lá”

                                                                                                                                         

O túnel subterrâneo dava no local mais secreto do tio Oscar, pelo qual ele sempre chamou de “minhocão”, lá haviam muitas jóias e muito ouro e muito mais. Com muito esforço e dedicação eles dois e mais um pessoal que eles contrataram conseguiram levar tudo até a superfície e com mais esforço ainda, para trazer até o Brasil.

  Hoje não sei quem são ou aonde moram, mas sei que no mundo o que não falta são tesouros a serem descobertos por alguém !

(Texto produzido em aula de português como trabalho do bimestre. A nota dada pela professora foi 9,8. Que nota você daria?)

 

 

 

 

 

Há muito tempo atrás, um homem chamado Cássio escrevia histórias de amor, pois era com isso que ele sempre sonhou ter um amor e ser feliz. Morava só, pois nunca conheceu sua mãe, ela fugira quando ele era muito pequeno, ele achava que se tivesse que reconhecê-la hoje saberia fazer isso muito bem.

Do outro lado da cidade havia uma jovem chamada Ariana que com o mesmo sonhava, e o que vou contar agora é a história de como os dois se encontraram.

Ariana adorava ler, e sempre comprava livros numa livraria chamada “Flor de Amor” e como ela adorava ler romances, acabava sempre lendo os livros de Cássio que sempre eram de seu agrado e quase sempre arrancavam lágrimas de seus olhos. Toda vez que lia um livro dele, ela escrevia cartas que nunca tinha coragem de mandar.  Ela achava que seus contos eram lindos e queria elogiá-lo, mas nunca escreveu algo que se encorajasse a enviar.  Ela morava com sua mãe adotiva, a quem amava muito.

 Cássio por sua vez não conhecia a sua admiradora secreta, mas sonhava em um dia conhecer alguém, e tinha seus critérios: Havia de ser bonita, inteligente e gostar de romances, decidiu então achar sua amada através de livros seus. Ele faria assim, escreveria algo tocante, com amor e sinceridade, como se fosse o diário de um homem que procurava o amor (eterno de preferência), e estava certo de que funcionaria.

Quando o livro foi lançado na livraria ele já não tinha certeza de como a encontraria depois, ao fim de muito refletir, resolveu que o tempo decidiria e escolheria o seu destino e o de sua futura amada.E por acaso Ariana leu o livro pela primeira vez e soube que ele era seu verdadeiro amor, e por fim teve a coragem, mandou-lhe uma carta, que dizia assim:

              

 

                              

 

                             Querido Cássio,                  +,-./

                      Escrevo-lhe para dizer que amei-te

                       desde seu primeiro conto,que foi há muito

                      tempo atrás. Sempre acumulei cartas

                      que não tive coragem de mandar, mas

                      quando li sua ultima história “Para sempre

                      apaixonados” me emocionei exageradamente

                       Mando-lhe agora meus sentimentos há

                       muito tempo engaiolados.  Te amo, e isso

                       nem um livro pode mudar ou redigir.

                       Quero te encontrar no banco da praça,

                       se quiser, estarei lá amanhã, as 10 da

                       manhã.

                                                         PS: irei de vestido azul

 

 

 

 Na manhã seguinte foi um estardalhaço da parte de cada um para escolher a roupa ideal, o sapato ideal, as falas ideais e etc. Por fim os dois conseguiram se ajeitar de forma certa para os critérios deles.

Cássio por sua vez pegou o caminho mais longo para poder comprar flores pelas quais demorou muito a escolher, pois não sabia de qual ela gostaria.

Ariana pegou o caminho mais curto porque estava ansiosa por demais, no entanto, ela se conhecia e sabia que se chegasse muito cedo, antes da hora marcada, ela pensaria que ele não viria mais, ficaria frustrada e iria embora. Então resolveu que no meio do caminho ela iria parar e comprar para ele algo que não sabia o que seria. Foi andando e no meio do caminho encontrou o ideal, deu de cara com a “Flor de Amor”.

Ao entrar ela decidiu de cara levar um encadernado de folhas em branco, de capa dura e bonita, todo rebuscado e pintado. Continuou seu caminho, com uma bolsa de presente na mão e uma expectativa no coração.

Apesar de tudo, Cássio chegou primeiro e se sentou no banco, repousou as flores nele e pôs-se a esperar, até que a menina chegou e com muita vergonha perguntou: 

 - Olá, você é Cássio Portella? – claro, ela o conhecia da capa dos livros.

- Pois sou sim. Você é a mulher da carta? – Ele olhou para ela e ficou até vermelho, com tanta exuberância e beleza .

Ela sentiu em seu olhar algo que não soube distinguir, mas gostou, e gaguejou.

- Ah… sou sim. Meu nome é Ariana Duarte

- Um nome lindo, iguais a estas flores que são para você.

- Muita gentileza a sua, e isto é para você, espero que goste, quero dizer, você escreve historias, este é um livro para se escrever histórias …

Já muito confusa Ariana resolve parar de falar e entrega o embrulho de presente a Cássio.

Muito lisonjeado, ele pega o embrulho e rosado diz:

- Não precisava, quero dizer, não que eu não queira, mas você me entendeu não é mesmo?

- Entendi sim, no entanto gostaria que escrevesse um romance que fala sobre a nossa história, desde o momento em que tudo começou!

- Bom, vai se meio difícil sem a sua ajuda.

- Já sei, você precisa do meu ponto de vista não é?

- Seria bom ser do nosso ponto de vista…

 

E assim eu escrevi o livro, Ariana disse que gostou. Sim, eu sou Cássio Portella e o que você acabou de ler foi o a minha introdução breve e pequena dentre tantas paginas de um romance que está apenas no inicio de uma longa jornada amorosa. É claro que o que diz respeito á parte dela, ela mesma teve que me dizer, mas hoje somos felizes e com a mesma mãe, isso aí, Minha mãe Airlene  Souza (Portella é de meu pai) é mãe adotiva de Ariana, graças a um livro, ganhei um amor e encontrei minha mãe, sou feliz e amado, melhor não poderia ser.

A casa andante

31 Maio, 2008

Havia certa vez uma casa lá bem no fundo de uma rua, era rodeada de prédios grandes, robustos e inabaláveis, porém, sem cor, nem vida, no fundo eram totalmente feios.

    Na casa havia aulas de artes marciais para o aprendizado de jovens, adultos e até crianças, para que pudessem saber se defender e se alongar, ou algo do tipo. Eu nunca soube bem o que havia lá dentro, na realidade, eu nunca entrei, apesar de precisar, a época em que eu aprendi que o mundo tem lugares muito perigosos de se estar sem saber se defender. Então eu decidi matricular meu filho lá, mas como a matrícula foi feita via internet, acabou que eu nunca entrei na casa.

     Nós, eu e meu filho, morávamos em frente daquela casa, e depois de algum tempo, eu percebi que a casa ficava cada vez menos recuada, isso me dava arrepios, pois eu nunca havia visto nada igual, e pelo visto, nunca veria de novo.

     Eu acompanhava aquilo todo mês, e como eu sempre esperava, a casa chegava cada vez mais perto da rua, até o dia em que o pobre do quintal sucumbiu a tal avanço da casa, que foi dentro de mais ou menos coisa de 2 meses. Em mais 3 meses de espera, a casa já alcançava o portão do terreno, vocês já devem estar se perguntando se nesta casa ninguém estranhava nada. Mas é claro que estranhavam, mas o amor e o afeto que eles tinham por ela os impedia totalmente de se mudar dali, no entanto havia até um grupo de cientistas estudando se era fisicamente possível o avanço da casa com todos os membros e até o chão juntinhos.

     Quando a casa estava absurdamente a meio metro dentro da rua, saiu até no jornal, nas revistas e inclusive na tv, como a reportagem mais assustadora de todos os tempos, ninguém conseguiu mais ter aulas. Pouco depois, completamente longe de seu local de origem, acredite ou não, a casa DECOLOU, decolou sim!  Foi para o alto com apenas uma pessoa, uma criança que disse: “Daqui não saio!” e foi ficando até mesmo no momento da decolagem, foi para longe, junto à casa que sempre foi o seu lugar de aprendizagem, e até que continuou a ser, pois conheceu outras culturas.

Deixe-me explicar melhor: a casa “caiu” em outro país, depois decolou de novo, e assim foi durante anos de sua vida junto a casa. Depois de girar todo o globo terrestre ela (a casa e o menino, ou melhor dizendo, o homem) regressou ao lar  com muita experiência e fama, afinal, ele rodou o mundo inteiro e com uma CASA, mas ele voltou também com idéias, montou até uma escola com a mesma casa que voltou para o mesmo terreno e lugar, lá ele ensinava para adultos, jovens e crianças  as artes do mundo, taikendô, Judô, Aiki-dô, Jiu jitsu e por aí vai, e ele aprendeu isso tudo com o mundo todo.

     E esta é a história de um menino, meu filho! E tenho muito orgulho dele, afinal temos tantas “culturas marciais” hoje em dia, e tudo graças ao menino que já era homem muito antes de saber.