Há muito tempo atrás, um homem chamado Cássio escrevia histórias de amor, pois era com isso que ele sempre sonhou ter um amor e ser feliz. Morava só, pois nunca conheceu sua mãe, ela fugira quando ele era muito pequeno, ele achava que se tivesse que reconhecê-la hoje saberia fazer isso muito bem.

Do outro lado da cidade havia uma jovem chamada Ariana que com o mesmo sonhava, e o que vou contar agora é a história de como os dois se encontraram.

Ariana adorava ler, e sempre comprava livros numa livraria chamada “Flor de Amor” e como ela adorava ler romances, acabava sempre lendo os livros de Cássio que sempre eram de seu agrado e quase sempre arrancavam lágrimas de seus olhos. Toda vez que lia um livro dele, ela escrevia cartas que nunca tinha coragem de mandar.  Ela achava que seus contos eram lindos e queria elogiá-lo, mas nunca escreveu algo que se encorajasse a enviar.  Ela morava com sua mãe adotiva, a quem amava muito.

 Cássio por sua vez não conhecia a sua admiradora secreta, mas sonhava em um dia conhecer alguém, e tinha seus critérios: Havia de ser bonita, inteligente e gostar de romances, decidiu então achar sua amada através de livros seus. Ele faria assim, escreveria algo tocante, com amor e sinceridade, como se fosse o diário de um homem que procurava o amor (eterno de preferência), e estava certo de que funcionaria.

Quando o livro foi lançado na livraria ele já não tinha certeza de como a encontraria depois, ao fim de muito refletir, resolveu que o tempo decidiria e escolheria o seu destino e o de sua futura amada.E por acaso Ariana leu o livro pela primeira vez e soube que ele era seu verdadeiro amor, e por fim teve a coragem, mandou-lhe uma carta, que dizia assim:

              

 

                              

 

                             Querido Cássio,                  +,-./

                      Escrevo-lhe para dizer que amei-te

                       desde seu primeiro conto,que foi há muito

                      tempo atrás. Sempre acumulei cartas

                      que não tive coragem de mandar, mas

                      quando li sua ultima história “Para sempre

                      apaixonados” me emocionei exageradamente

                       Mando-lhe agora meus sentimentos há

                       muito tempo engaiolados.  Te amo, e isso

                       nem um livro pode mudar ou redigir.

                       Quero te encontrar no banco da praça,

                       se quiser, estarei lá amanhã, as 10 da

                       manhã.

                                                         PS: irei de vestido azul

 

 

 

 Na manhã seguinte foi um estardalhaço da parte de cada um para escolher a roupa ideal, o sapato ideal, as falas ideais e etc. Por fim os dois conseguiram se ajeitar de forma certa para os critérios deles.

Cássio por sua vez pegou o caminho mais longo para poder comprar flores pelas quais demorou muito a escolher, pois não sabia de qual ela gostaria.

Ariana pegou o caminho mais curto porque estava ansiosa por demais, no entanto, ela se conhecia e sabia que se chegasse muito cedo, antes da hora marcada, ela pensaria que ele não viria mais, ficaria frustrada e iria embora. Então resolveu que no meio do caminho ela iria parar e comprar para ele algo que não sabia o que seria. Foi andando e no meio do caminho encontrou o ideal, deu de cara com a “Flor de Amor”.

Ao entrar ela decidiu de cara levar um encadernado de folhas em branco, de capa dura e bonita, todo rebuscado e pintado. Continuou seu caminho, com uma bolsa de presente na mão e uma expectativa no coração.

Apesar de tudo, Cássio chegou primeiro e se sentou no banco, repousou as flores nele e pôs-se a esperar, até que a menina chegou e com muita vergonha perguntou: 

 - Olá, você é Cássio Portella? – claro, ela o conhecia da capa dos livros.

- Pois sou sim. Você é a mulher da carta? – Ele olhou para ela e ficou até vermelho, com tanta exuberância e beleza .

Ela sentiu em seu olhar algo que não soube distinguir, mas gostou, e gaguejou.

- Ah… sou sim. Meu nome é Ariana Duarte

- Um nome lindo, iguais a estas flores que são para você.

- Muita gentileza a sua, e isto é para você, espero que goste, quero dizer, você escreve historias, este é um livro para se escrever histórias …

Já muito confusa Ariana resolve parar de falar e entrega o embrulho de presente a Cássio.

Muito lisonjeado, ele pega o embrulho e rosado diz:

- Não precisava, quero dizer, não que eu não queira, mas você me entendeu não é mesmo?

- Entendi sim, no entanto gostaria que escrevesse um romance que fala sobre a nossa história, desde o momento em que tudo começou!

- Bom, vai se meio difícil sem a sua ajuda.

- Já sei, você precisa do meu ponto de vista não é?

- Seria bom ser do nosso ponto de vista…

 

E assim eu escrevi o livro, Ariana disse que gostou. Sim, eu sou Cássio Portella e o que você acabou de ler foi o a minha introdução breve e pequena dentre tantas paginas de um romance que está apenas no inicio de uma longa jornada amorosa. É claro que o que diz respeito á parte dela, ela mesma teve que me dizer, mas hoje somos felizes e com a mesma mãe, isso aí, Minha mãe Airlene  Souza (Portella é de meu pai) é mãe adotiva de Ariana, graças a um livro, ganhei um amor e encontrei minha mãe, sou feliz e amado, melhor não poderia ser.

A casa andante

31 Maio, 2008

Havia certa vez uma casa lá bem no fundo de uma rua, era rodeada de prédios grandes, robustos e inabaláveis, porém, sem cor, nem vida, no fundo eram totalmente feios.

    Na casa havia aulas de artes marciais para o aprendizado de jovens, adultos e até crianças, para que pudessem saber se defender e se alongar, ou algo do tipo. Eu nunca soube bem o que havia lá dentro, na realidade, eu nunca entrei, apesar de precisar, a época em que eu aprendi que o mundo tem lugares muito perigosos de se estar sem saber se defender. Então eu decidi matricular meu filho lá, mas como a matrícula foi feita via internet, acabou que eu nunca entrei na casa.

     Nós, eu e meu filho, morávamos em frente daquela casa, e depois de algum tempo, eu percebi que a casa ficava cada vez menos recuada, isso me dava arrepios, pois eu nunca havia visto nada igual, e pelo visto, nunca veria de novo.

     Eu acompanhava aquilo todo mês, e como eu sempre esperava, a casa chegava cada vez mais perto da rua, até o dia em que o pobre do quintal sucumbiu a tal avanço da casa, que foi dentro de mais ou menos coisa de 2 meses. Em mais 3 meses de espera, a casa já alcançava o portão do terreno, vocês já devem estar se perguntando se nesta casa ninguém estranhava nada. Mas é claro que estranhavam, mas o amor e o afeto que eles tinham por ela os impedia totalmente de se mudar dali, no entanto havia até um grupo de cientistas estudando se era fisicamente possível o avanço da casa com todos os membros e até o chão juntinhos.

     Quando a casa estava absurdamente a meio metro dentro da rua, saiu até no jornal, nas revistas e inclusive na tv, como a reportagem mais assustadora de todos os tempos, ninguém conseguiu mais ter aulas. Pouco depois, completamente longe de seu local de origem, acredite ou não, a casa DECOLOU, decolou sim!  Foi para o alto com apenas uma pessoa, uma criança que disse: “Daqui não saio!” e foi ficando até mesmo no momento da decolagem, foi para longe, junto à casa que sempre foi o seu lugar de aprendizagem, e até que continuou a ser, pois conheceu outras culturas.

Deixe-me explicar melhor: a casa “caiu” em outro país, depois decolou de novo, e assim foi durante anos de sua vida junto a casa. Depois de girar todo o globo terrestre ela (a casa e o menino, ou melhor dizendo, o homem) regressou ao lar  com muita experiência e fama, afinal, ele rodou o mundo inteiro e com uma CASA, mas ele voltou também com idéias, montou até uma escola com a mesma casa que voltou para o mesmo terreno e lugar, lá ele ensinava para adultos, jovens e crianças  as artes do mundo, taikendô, Judô, Aiki-dô, Jiu jitsu e por aí vai, e ele aprendeu isso tudo com o mundo todo.

     E esta é a história de um menino, meu filho! E tenho muito orgulho dele, afinal temos tantas “culturas marciais” hoje em dia, e tudo graças ao menino que já era homem muito antes de saber.